Daniel rejeita o termo “superação” para definir pessoas com deficiência. 

Daniel Gonçalves tem 33 anos e mora na cidade do Rio de Janeiro.

É formado em jornalismo pela PUC-Rio e pós-graduado em cinema documentário pela Fundação Getúlio Vargas.

Ele tem Paralisia Cerebral discinética de causa desconhecida. É documentarista, trabalhou durante três na TV Globo e hoje é sócio da produtora SeuFilme.

Dirigiu os documentários:

Tem bala aí? (2008); Luz Guia (2012), exibido no shnit International Shortfilmfestival 2013, em Berna, Suíça, no Contra el Silencio Todas las Voces – VIII Encuentro Hispanoamericano de Cine y Vídeo Documental Independiente, na Cidade do México e no Festival Visões Periféricas 2014;

Como Seria? (2014), exibido na Mostra do Filme Livre 2015, no 6º Bosifest (Belgrado) e vencedor do prêmio de melhor documentário pelo Júri Oficial do II Festival O Cubo de Cinema;

Pela Estrada Afora (2015), documentário para o programa Sala de Notícias do Canal Futura. Para o mesmo programa codirigiu e editou o curta Cine Rolândia (2014), e foi roteirista e editor dos curtas Os Olhos das Ruas e Ouvir Com o Coração.

Editou 23 episódios da série Damas da TV, 13 de Grandes Atores e 10 de Donos da História, para o Canal Viva.

História de Daniel, seu primeiro longa-metragem, está em pós-produção.

É apaixonado por escaladas, e pratica o esporte sem qualquer adaptação, como mostrará em seu filme. Ele também dirige carros de transmissão automática, mora sozinho e rejeita veementemente a palavra “superação” da forma como é usada em relação a pessoas com deficiência.

“Bom… eu escalo há 15 anos, mas ultimamente ando sem tempo de ir para o muro ou para a pedra com a frequência que gostaria. Espero retomar o ritmo ideal quando o filme terminar.

Estou editando o longa há três meses e o processo deve ir até o final de novembro.

Depois iremos para a edição de som, mixagem e finalização de imagem.

Nossa ideia é que o filme faça sua estreia em um grande festival de cinema (Berlim, CPH:DOX e o É tudo verdade são algumas opções) só depois é que vamos para o lançamento comercial.

“Não sou nenhum super-herói. Nunca vou superar a paralisia. Ela estará sempre comigo e eu não preciso deixa-la para trás para viver”, afirma Daniel.

Faço uma sessão de fisioterapia e outra de terapia ocupacional por semana.

Sempre que dá vou ao cinema para ver de tudo um pouco, mas confesso que prefiro filmes não tão comerciais.

Meu top 5 de filmes que gosto costuma variar, mas hoje os que lembrei primeiro foram:

Cidade de Deus, do Fernando Meirelles;

Batman – O cavaleiro das trevas, do Christopher Nolan;

Wall-e, do Andrew Stanton; Jogo de Cena, do Eduardo Coutinho; e

Elena, da Petra Costa.

Namoro a Dani há um ano e meio e estou bem feliz!”

“Não sou nenhum super-herói. Nunca vou superar a paralisia. Ela estará sempre comigo e eu não preciso deixa-la para trás para viver”.

Daniel Gonçalves

Meu top 5 de filmes que gosto costuma variar, mas hoje os que lembrei primeiro foram:

Cidade de Deus, do Fernando Meirelles;

Batman – O cavaleiro das trevas, do Christopher Nolan;

Wall-e, do Andrew Stanton; Jogo de Cena, do Eduardo Coutinho; e

Elena, da Petra Costa.